Existe uma forma silenciosa de exaustão que distancia aquilo que fazemos e de uma vida digna.
Nos ensinaram a perseguir estabilidade como sinônimo de liberdade. Quase nunca é.
Muitas vezes, é apenas uma forma sofisticada de dependência emocional, financeira e simbólica.
Passei os últimos dias escrevendo sobre autonomia. A capacidade de permanecer sem se aprisionar. De partir sem se destruir. De dizer “não” sem culpa.
Talvez crescer seja isso: recuperar o direito de decidir o ritmo da própria existência.
Leia o manifesto:
Há amores que não terminam: apodrecem devagar dentro da linguagem.
Escrevi este poema pensando na experiência de existir à margem de alguém luminoso demais — quando o afeto deixa de pedir abrigo e passa a desejar ruína, rachadura, interrupção. Não como vingança, mas como último modo de permanecer.
Talvez todo desamor verdadeiro seja isto: uma tentativa desesperada de deixar marca no espelho de quem nunca nos refletiu.
Leia o poema completo:
✒️ INADEQUADO
Quase sempre falamos de fé como força para segurar, resistir, proteger. Mas Êxodo 2 me confrontou com outra imagem — a de uma mãe que ama tanto que ousa soltar.
Ao escrever “RASTROS DO ETERNO 04 — A fé de uma mãe” e “O SILÊNCIO DE UMA MÃE”, percebi que fé madura nem sempre aperta — às vezes abre as mãos. Nem sempre explica — apenas confia.
Joquebede não desafia o decreto com violência; ela o atravessa com confiança.
Estes textos criam espaço para uma pergunta honesta: o que estamos tentando proteger quando Deus nos chama a entregar?
Convido você à leitura sem pressa.
Talvez o rio destes textos revele algo que você também precise soltar. 🙏
Leiam os textos:
Mensagem — 📖 “RASTROS DO ETERNO 04 — A fé de uma mãe”
Soneto — 📖 “O SILÊNCIO DE UMA MÃE”
Escrever este texto foi um exercício de desobediência necessária. Percebi que o mundo está cheio de escultores que se ajoelham diante da própria obra, esquecendo-se de que o barro ainda está sujo em suas unhas.
Não escrevo para convencer ninguém a me seguir — até porque não sou guia — mas para registrar que meu espírito não aceita o ferro em brasa de nenhum cercado.
Minha alma é campo aberto,
e o meu verbo, esse sim,
é o único solo que piso
com absoluta certeza.
Confira o cordel completo:
Por muito tempo, confundi intensidade com verdade.
Algumas histórias não deixam marcas pelo que foram, mas pelo que revelam. E certas pessoas não entram na nossa vida para ficar — entram para desenhar uma fronteira que a gente ainda não sabia que precisava.
Demorei a entender que nem toda permanência é virtude.
Leia o texto completo: