Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Meu Diário
03/05/2026 18h01
Quando a palavra quase quebra

Há poemas que se escrevem. Outros, que se escavam.

Este começou como um grito e terminou como uma fenda. No meio, perdeu o êxtase, ganhou aspereza, aprendeu a caber nos silêncios tipográficos. A “alma” deixou de ser conceito para virar insistência.

Não sei se é um bom poema.
Sei que é verdadeiro:
falha,
hesita,
quebra,
e ainda assim
persiste.

Leia em voz baixa.
Pare no meio, talvez.
Deixe ficar.

Talvez reste só isso:
o gosto de rua — asfalto seco.

 

Se quiser atravessar esse percurso até o fim:

👉 Ler: PRIMEVO

Publicado por Alves Batista
em 03/05/2026 às 18h01
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01/05/2026 15h50
Entre o grito e o fundamento

Há dias em que o vento não é apenas vento.

É estranho escrever sobre Jó quando a vida imita Jó. Talvez por isso esta canção, tenha vindo com tanta urgência.

Não era para ser bonita.

Era para ser verdadeira.

A forma original chegou primeiro como poema, mas não me bastou.

Eu queria ouvir o trigo sendo arrancado.

Queria sentir o silêncio do Céu como um peso no peito.

Queria ver a letra ganhar vento,

e o vento ganhar violão e brasilidade.

A Luz sustenta — mesmo sem falar.

Foi isso que tentei registrar.

 

Se quiser ouvir e sentir, é só tocar.

🎧 — QUESTIONÁRIO ETERNO — Áudio e letra

🔗 — QUESTIONÁRIO ETERNO — Letra

 

 

Publicado por Alves Batista
em 01/05/2026 às 15h50
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29/04/2026 18h08
O Cinzel e a Alma: O Rigor da Forma

Muitas vezes, a poesia é vista apenas como um jorro de emoção. Mas, para mim, o poema é como uma escultura: o sentimento é a pedra bruta, a técnica é o cinzel.

Escrever este soneto foi um exercício de paciência e métrica. O decassílabo é um desafio de arquitetura; é preciso erguer paredes sólidas para que a emoção não desmorone.

Convido você a sentir a cadência desses versos, onde cada pausa foi planejada para ser um respiro de esperança.

 

📖  PORTO SEGURO

 

 

Publicado por Alves Batista
em 29/04/2026 às 18h08
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21/04/2026 07h25
Do mito e da corda

Hoje acordei com a imagem de uma barba que nunca existiu.

Fui procurar Joaquim José — o homem de carne, osso e silêncio — e encontrei um Cristo de gravura, barbudo e absolvido, pendurado nas paredes da República. Acontece que herói se faz com o que restou depois da degola: não sobra carne, sobra fome de símbolo.

Escrevi "Barba Póstuma" para entender onde termina o pisoteado e começa o florido.

 

Abaixo, o texto. Se tiver coragem de olhar para a corda estalada, clique.

👇   

"BARBA PÓSTUMA"

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em 21/04/2026 às 07h25
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09/04/2026 18h31
Antes do dia firmar

Há manhãs que não chegam de uma vez.

Elas encostam. Testam o chão. Recuam sem alarde.

O campo sabe disso. Antes da luz, há um tempo em suspenso — onde tudo ainda decide se continua. A terra respira, mas não no mesmo compasso. Há marcas que ficam antes mesmo de alguém ser visto.

Talvez seja isso que mais me interessa: o instante em que o mundo quase se organiza, e não.

Escrevi este poema tentando ouvir esse descompasso mínimo.

 

Leia o poema completo:
🌿"RESPIRAÇÃO DA TERRA"

Publicado por Alves Batista
em 09/04/2026 às 18h31
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