Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Meu Diário
14/10/2026 17h29
O instante em que deixamos de concordar

Às vezes, imaginamos que as grandes transformações dependem de acontecimentos extraordinários, de líderes capazes ou de um futuro que insiste em não chegar. Mas talvez tudo comece num gesto discreto: a decisão de não participar daquilo que sabemos estar errado.

Escrevi este ensaio pensando no poder de uma consciência que se recusa a seguir a multidão — e na possibilidade de que duas ou três pessoas, permanecendo fiéis ao que reconhecem como justo, abram uma brecha onde antes só havia conformidade.

Porque o futuro que desejamos talvez comece muito antes de chegar.

📖 Leia o ensaio “DUAS OU TRÊS”

 

 

Publicado por Alves Batista
em 14/10/2026 às 17h29
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12/09/2026 14h41
A ninfa do conselho silencioso

Este soneto, EGERIA, nasceu de uma escuta — não de uma ideia pronta.

Escrevê-lo foi um exercício de contenção: retirar excessos, ouvir o ritmo, confiar no silêncio. Como a água, que não explica — permanece.

 

Convido você a ler este soneto com calma, como quem se aproxima de uma fonte antiga.

✒️  EGERIA

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em 12/09/2026 às 14h41
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29/05/2026 07h38
O Peso que o Topo Não Tira

Ando cansado da fantasia da altura. Dessa mentira silenciosa de que subir torna alguém imune ao medo, ao vazio ou à própria queda. Não torna.

Quanto mais perto do alto, mais o vento exige equilíbrio.

Mais estreita fica a borda.

Tenho tentado limpar os excessos:
as antigas molduras,
as respostas prontas,
os discursos usados para esconder o medo.

Quando tudo isso cai, sobra o osso.

No fim, é só isso:
o ofício de continuar.

Apesar.

 

Atravesse esse tema comigo.

Leia o texto: 🐾 A LEI DA ALTURA

 

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em 29/05/2026 às 07h38
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22/05/2026 17h23
Sintaxe da Gambiarra

Passei os últimos dias pensando numa coisa curiosa: a língua mais viva raramente nasce dos lugares que tentam conservá-la.

Nasce do improviso.

Do erro repetido.

Da piada interna.

Do apelido sem origem.

Da palavra torta que alguém inventa sem querer —
e, de repente,
já virou patrimônio afetivo de um grupo inteiro.

Talvez toda gíria seja uma pequena gambiarra contra o excesso de formalidade.

Talvez falar seja, no fundo, adaptar o idioma à temperatura da vida real.

Escrevi um texto sobre isso.

Sobre as palavras que escapam da norma e acabam dizendo mais do que muito discurso.

 

↳ Leia: GAMBIARRA QUE FALA

 

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18/05/2026 13h56
Entre Fios e Falhas

Tem gente que nasce sabendo amar.

Outros aprendem a sobreviver ao curto-circuito.

Esse poema nasceu da sensação de que certos afetos não acabam de uma vez — vão queimando aos poucos, fazendo ruído dentro da parede, pedindo manutenção onde talvez já fosse caso de desligar a chave geral.

Escrevi pensando nessa mistura estranha de cansaço, humor e improviso emocional que muita gente chama de maturidade.

Às vezes, a gente não quer salvar nada.

Só impedir o incêndio.

 

Leia o poema completo:
🔧 OFICINA DA DESILUSÃO

Publicado por Alves Batista
em 18/05/2026 às 13h56
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