Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Textos

EGÉRIA

Soneto por Alves Batista

 

 

No bosque antigo, à sombra consagrada,

Onde a fonte desvela o pensamento,

Ela guarda, em seu brando juramento,

A lei que nasce antes de toda alçada.

 

Não fala: curva ao vento com sentido,

Ouve o mundo em paz, com mansa firmeza,

Revela por fé, com delicadeza,

O fio do poder ali tecido.

 

Não dá aos reis nem espada nem pendão,

Só lhes dá a rota do céu no seu gesto,

E o dever de ouvir sem imposição.

 

Por isso sua fonte vence o resto:

Quem rege sem ruído ou ostentação

Retém o poder sem força e sem arresto.

 

 


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Alves Batista
Enviado por Alves Batista em 12/09/2026
Alterado em 14/10/2026
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