Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Meu Diário
03/04/2026 06h29
Entre a ruptura e o que se abre

Há textos que não nascem para explicar —
nascem para atravessar.

Este surgiu assim.

Não como resposta, mas como fissura.
Um ponto onde a linguagem cede um pouco…
e algo mais começa a vazar.

Escrevi pensando no corpo —
no corpo que carrega peso, sede, silêncio.
No corpo que racha antes de entender.

Talvez toda travessia comece assim:
não com luz,
mas com uma fenda.

E é por ela que algo passa.

 

Se quiser caminhar por esse intervalo,
o poetrix está aqui:

 

🔗 A FENDA

 

 

Publicado por Alves Batista
em 03/04/2026 às 06h29
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02/04/2026 17h54
Entre a Cruz e o Tempo

Há histórias que não pedem explicação — pedem travessia.

Durante muito tempo, eu pensei na Páscoa como um ponto: um dia, um evento, uma memória. Mas, com o tempo, comecei a perceber que ela é caminho.

Um caminho que começa antes de nós,
nos atravessa,
e segue além.

Não é apenas sobre dor, nem apenas sobre vitória.

É sobre um amor que decidiu não recuar — mesmo sabendo o custo.

Um amor que não ficou na ideia, não ficou na promessa, não ficou na intenção.

Veio.
Habitou.
Sofreu.
Venceu.
E ainda chama.

Hoje, tentei tocar esse caminho de duas formas:
Uma mensagem.
Um acróstico.

Mas ambos apontam para o mesmo lugar:

um amor que não ficou no tempo —

ele o atravessou.

 


 

Se fizer sentido para você, te convido a atravessar comigo:

 

🔗 Mensagem: "O AMOR EM CINCO CENAS"
🔗 Acróstico: "P Á S C O A"

 


 

Publicado por Alves Batista
em 02/04/2026 às 17h54
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26/03/2026 17h40
O que não se pode deixar

Todo conto tem uma origem secreta. Às vezes, uma imagem. Às vezes, uma frase que não sai da cabeça. Com A ESTRELA, O FEITIÇO E O SANGUE, foi uma pergunta: O que acontece quando a gente para de lutar contra o que não vai embora?

Não se trata de superar. A palavra já me parecia mentirosa quando comecei. Trata-se de reconhecer. De parar de chamar de fraqueza o que talvez seja apenas uma geografia interna — um lugar que não escolhemos, mas que, depois de certo ponto, também não podemos negar.

Escrevi o conto pensando na fronteira tênue entre servidão e pertencimento. Entre estar preso e, simplesmente, estar.

A fantasia veio como língua natural para falar do que a crônica do cotidiano às vezes embaça: há amores que funcionam como cidades sem mapa. Há marcas que não cicatrizam porque não são feridas — são assinatura.

Não há herói.

Não há vilã.

Há apenas um homem, uma estrela, e uma linha de sangue que atravessa a palma da mão. O resto é silêncio. E, nele, talvez um espelho, talvez um país que reconhece sem nunca ter visitado.


Boa leitura!


👉  A ESTRELA, O FEITIÇO E O SANGUE


 

Publicado por Alves Batista
em 26/03/2026 às 17h40
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20/03/2026 20h07
Entre o que mastiga e o que resta

Escrevi este poema para testar os limites do próprio desgaste. Não há iluminação aqui — há atrito.

Certas imagens só revelam algo quando são atravessadas mais de uma vez. O rondel me interessou justamente por isso — pela repetição que não consola, apenas retorna.

Talvez escrever seja isso: medir o que sobra depois que o dia passa por dentro da gente.

 

Se quiser ler o poema completo:
👉 Ler
“O DENTE DO DIA”

Publicado por Alves Batista
em 20/03/2026 às 20h07
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19/03/2026 18h14
📝 Errar é forma: anotações

 

Se quiser acompanhar esse rascunho em andamento,
leia:

 

👉 “RASCUNHO EM MOVIMENTO”

Publicado por Alves Batista
em 19/03/2026 às 18h14
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