Hoje escrevi sobre aquilo que não pede licença para existir.
Não a alegria leve das frases prontas, mas a que nasce depois da cinza. A que atravessa o peito como labaredas sob a costela. A que começa num riso e termina em muitos corações erguidos ao mesmo céu.
Há dias em que o vento sopra sobre o que parecia apagado — e algo em nós reacende.
Não é euforia.
É insistência.
É celebração que sobrevive.
Talvez o milagre não esteja no extraordinário, mas na coragem simples de continuar celebrando.
Leia o poema completo:

Há músicas que não se contentam em ser apenas sons — elas se transformam em movimento, em suor, em multidão.
“TÁ TODO MUNDO AURÊ!” é dessas: um chamado para o corpo se soltar, para a alegria invadir, para o amor se anunciar na lua que brilha sobre a festa.
O ritmo é convite, o refrão é mantra, e cada verso parece nascer já destinado a ser cantado em coro. É axé que explode, é folia que não se segura, é poesia que se veste de batuque e dendê.
Quer sentir essa energia pulsando nas palavras?
Então mergulhe na letra com o áudio:

Há textos que não nascem — resistem.
Ficam à espreita, escondidos entre papéis, atrás de palavras já gastas, por trás de janelas abertas para madrugadas inquietas.
“TÁCITA CABROCHA” passou pela noite como quem tateia um quarto escuro. Revirei livros, consultei o dicionário como se ele fosse cúmplice de algum segredo, ouvi o mundo acordar antes de mim. E foi justamente quando desisti da busca ansiosa que a revelação veio — leve, quase travessa — pousada no canto dos pássaros e no aroma inaugural do café.
Se você também já perseguiu uma ideia pela noite adentro, talvez reconheça esse momento.
Convido você à leitura:
👉 “TÁCITA CABROCHA”
Há dias em que o mundo caminha
sem peso, sem medida.
O mérito atravessa a rua com pés feridos,
enquanto a astúcia repousa à sombra, satisfeita.
Escrever torna-se escansão moral,
ritmo secreto entre o que foi e o que é.
Entre versos herdados e versos próprios
dialogo com o tempo —
e com aqueles que, séculos antes,
também estranharam a ordem das coisas.
Leia o poema completo:
👉 Leia a glosa: “DESTINO SEM BALANÇA”
Hoje fechei um cordel que me exigiu mais silêncio do que palavra.
"CARNE COM OSSO" nasceu dessa escuta: do tempo passando sem pedir licença, da vaidade que insiste em se achar eterna e da vida que cobra sem aviso, sem desconto e sem cerimônia.
O resultado é um cordel que mistura denúncia e reflexão, preservando o ritmo tradicional da poesia popular.
Mergulhe nesta leitura e sinta a sua força.
👉 CARNE COM OSSO