Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Textos

DESTINO SEM BALANÇA

Glosa poética por Alves Batista


 

Mote

Os bons vi sempre passar

No mundo graves tormentos;

E para mais me espantar

Os maus vi sempre nadar

Em mar de contentamentos.

— Luís de Camões

 

Glosa

 

Os bons vi sempre passar

Por guerras e sofrimentos;

Seu combate é suportar

No mundo graves tormentos.

 

E para mais me espantar,

A virtude em desamparo,

Insiste em seu navegar

Sem leme no mar avaro.

 

Mas em águas calculadas

Os maus vi sempre nadar;

Com vozes já combinadas,

Tentam a todos enganar.

 

Em tronos feitos de lodo,

Cercados de fingimentos,

Fazem da honra um engodo,

Em mar de contentamentos.

 

 

 


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Interações:

 

LADRÕES X INOCENTES

(Jacó Filho)

 

Ladrões se fazem de santo,

O povo se faz de cego...

A quadrilha roubou tanto,

Que não sobrou nem um prego.

Dos bancos e Petrobras...

E o do do SUS foi demais...

São golpes por todo canto...

E pra o caos ser completo,

Ladrões se fazem de santo,

E o povo se faz de cego...

 

 

Alves Batista
Enviado por Alves Batista em 12/02/2026
Alterado em 18/02/2026
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