Hoje escrevi sobre esperar sem fazer promessas.
Não como quem aposta, mas como quem cuida.
Há coisas que não regressam, e ainda assim pedem água, silêncio e presença.
Esta carta nasceu desse lugar:
onde o amor não garante finais,
mas se recusa a abandonar o gesto.
Leia a carta completa:
→ SEM GARANTIAS
Hoje, mergulhado na meditação sobre as formas, revisitei a gênese do Indriso. Como bem observei ao concebê-lo em Madri, essa estrutura não é fruto de uma operação puramente racional, mas sim um movimento do nosso "ajudante subconsciente".
Ao lapidar minha nova composição, busquei refletir exatamente essa "síntese alquímica" entre o múltiplo e o único. No processo de sístole, os versos se fundem e se contraem até a unidade ; na diástole, eles se expandem novamente, revelando as duas faces de uma mesma moeda simbólica. O poema deixa de ser apenas métrica para se tornar um padrão rítmico cósmico.
Leia a composição completa:
👉 RESPIRAÇÃO INDRÍSICA
A saudade, esse fio invisível que nos prende ao passado, encontrou sua forma na tradição da ciranda poética.
Na minha última criação, dei início à Ciranda da Saudade, onde cada trova se conecta à anterior, formando um tecido de lembranças e melodias. É um convite para que o leitor caminhe comigo nesse círculo de versos, onde a saudade não se cala, mas canta.
Leia e participe da ciranda:
Hoje publiquei um ensaio que nasceu de uma inquietação silenciosa: o modo como o corpo humano vem sendo reposicionado na era dos sistemas algorítmicos. Não como símbolo, nem como presença — mas como ferramenta.
A ideia não surgiu de uma crítica direta à tecnologia, mas de uma pergunta mais delicada: o que acontece com a autonomia quando a ação se torna resposta? Quando o gesto deixa de ser escolha e passa a ser execução?
O texto não pretende oferecer respostas. Ele apenas tenta reter o olhar por um instante, antes que a adaptação se complete.
Se você também sente que há algo se deslocando — algo entre o corpo, o trabalho e a liberdade — talvez esse ensaio te interesse.
👉 O FIM DA CARNE: Quando Humanos Viram Ferramentas das Máquinas
Há ruídos que não se calam, mesmo quando o mundo parece quieto. O zunido urbano, metáfora de uma angústia moderna, insiste em atravessar o dia e a noite, como se fosse o eco de uma cidade que nunca dorme. Entre telas luminosas e discos antigos, pulsa uma inquietação que se repete, como o próprio Rondel.
Esse poema é uma tentativa de capturar o ritmo obsessivo da vida contemporânea, onde o silêncio já não existe sem o som que o invade.
Leia o Rondel completo:
👉 ZUMBIDO URBANO