Rondel por Alves Batista
É um zunido no silêncio estreito,
O ritmo velho de um disco a girar.
No inominado, em meu conceito,
É a dor que insta em me assustar.
No dia claro ou noite a sussurrar,
Não tem distância, nem desfeito,
É um zunido no silêncio estreito,
O ritmo velho de um disco a girar.
É luz de tela em clarão imperfeito,
Um fio de vida no escuro a pulsar.
É fogo aceso, incansável e direito,
No eco sonâmbulo, insiste a soar:
É um zunido no silêncio estreito.

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