Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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🎼 QUESTIONÁRIO ETERNO
Data: 01/05/2026
Créditos:
Texto: "QUESTIONÁRIO ETERNO" - Alves Batista
Voz: Toto Paulito
Trilha Sonora: Studio Nashville e Alves Batista
Edição de som: Studio Nashville e Alves Batista
Software de edição: Vários
Agradecimentos a Toto Paulito e ao seu Home Studio em Nashville-USA
Copyright © 2026. Todos os direitos reservados.
Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.

🎼 QUESTIONÁRIO ETERNO

Baseado no livro de Livro de Jó

Letra: Alves Batista

Voz: Toto Paulito


 

No alvoroço do trigo... sob o vento...

O justo vê seu gado e o seu lar sumirem...

 

Os amigos da estrada mudaram o tom

Abraço vazio, conselho sem chão

“Cê mereceu” — dizem sem me olhar

Enquanto o mundo aprende a desabar

 

Perdi o campo, o sal e o suor

Perdi o rumo do rio e da dor

A saúde escorre pela fresta da mão

E a noite acende dentro do pulmão

 

Minha alma chama... mas não vem som

Só poeira, lua... e contramão

 

Se Ele fala... eu não ouço

Se Ele vê... eu não sei

Mas o vento que leva tudo

Ainda passa por mim outra vez...

 

No silêncio da noite — eu gritei!

No céu fechado — eu chamei!

E o eco voltou pra dizer:

 

A Luz sustenta — mesmo sem falar

A Luz sustenta — mesmo sem explicar

 

Se o barro quebra... quem vai julgar?

A mão que molda não vai se explicar

A Luz sustenta — mesmo sem falar...

 

O vento rodopia, arranca a telha

A razão costura, mas sempre falha

Não é voz de homem que encosta em mim

É o mesmo sopro que fez o jardim

 

O mesmo fôlego que abriu o mar

O mesmo toque que me fez respirar

No meio do caos, sem lei, sem chão

Algo me chama sem explicação

 

E quanto mais eu tento entender...

Mais sinto que devo ceder...

 

Se Ele cala... há motivo

Se Ele pesa... eu não sei

Mas o que tira tudo de mim

É o que ainda me mantém de pé...

 

No silêncio da noite — eu gritei!

No céu fechado — eu chamei!

E o eco voltou pra dizer:

 

A Luz sustenta — mesmo sem falar

A Luz sustenta — mesmo sem explicar

 

Se o barro treme... quem vai julgar?

A mão que molda não vai se explicar

A Luz sustenta — mesmo sem falar...

 

Eu quis resposta...

Eu quis motivo...

Eu quis justiça na medida da dor...

Mas quem mede o vento?

Quem segura o mar?

Quem sustenta... quando tudo quer cair?

 

Eu gritei até perder a voz

Até sobrar só o pó de nós

E no fundo do que restou...

 

…era Ele.

 

No silêncio da noite — eu calei

E no vazio — eu encontrei

 

Que:

A Luz sustenta — antes de existir

A Luz sustenta — mesmo ao destruir

Se o barro vive... é por respirar

O sopro antigo que insiste em ficar

 

A Luz sustenta — é o próprio chão

A Luz sustenta — é o Fundamento!

 

No alvoroço do trigo... sob o vento...

O justo já não pergunta ao sofrimento...

 

Só permanece.

 


Aviso de Direitos Autorais

Todo o conteúdo deste texto é protegido pela Lei nº 9.610/98. Sua reprodução, adaptação ou uso sem a devida atribuição ao autor é proibida e pode resultar em ações legais. Para uso autorizado, entre em contato com o autor.


 

 

 

Enviado por Alves Batista em 01/05/2026
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