Por Alves Batista

O trabalho é veículo, jamais destino.
A verdadeira segurança não habita cargos ou instituições,
mas a vitalidade do corpo,
a profundidade dos afetos
e a liberdade de não vender
a própria vida em parcelas.
Não transforme sua existência em ativo administrável.

A organização é descartável;
sua vida, irrepetível.

Seja excelente por ética,
nunca por medo, vaidade ou cálculo político.
Entregue competência, não servidão.
Nenhum contrato é vasto o suficiente para conter uma alma inteira.

Construa uma liberdade em que ficar e partir sejam escolhas —
não reações ao medo,
ao conforto
ou ao luxo acumulado.

A soberania começa no direito ao ócio,
à recusa e ao silêncio.
O “não” que não exige justificativa
é uma das formas mais puras de independência.

Sua lealdade primeira é consigo — e com o que decidiu habitar:
Uma arquitetura viva,
capaz de acolher o amor,
o imprevisto e a beleza do inútil.

A autonomia verdadeira não o separa do mundo;
liberta para escolher,
com lucidez e coragem,
a quem — e ao quê — deseja pertencer.
Durante o tempo que quiser.

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