Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Meu Diário
22/05/2026 17h23
Sintaxe da Gambiarra

Passei os últimos dias pensando numa coisa curiosa: a língua mais viva raramente nasce dos lugares que tentam conservá-la.

Nasce do improviso.

Do erro repetido.

Da piada interna.

Do apelido sem origem.

Da palavra torta que alguém inventa sem querer —
e, de repente,
já virou patrimônio afetivo de um grupo inteiro.

Talvez toda gíria seja uma pequena gambiarra contra o excesso de formalidade.

Talvez falar seja, no fundo, adaptar o idioma à temperatura da vida real.

Escrevi um texto sobre isso.

Sobre as palavras que escapam da norma e acabam dizendo mais do que muito discurso.

 

↳ Leia: GAMBIARRA QUE FALA

 

Publicado por Alves Batista
em 22/05/2026 às 17h23
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