Há amores que não terminam: apodrecem devagar dentro da linguagem.
Escrevi este poema pensando na experiência de existir à margem de alguém luminoso demais — quando o afeto deixa de pedir abrigo e passa a desejar ruína, rachadura, interrupção. Não como vingança, mas como último modo de permanecer.
Talvez todo desamor verdadeiro seja isto: uma tentativa desesperada de deixar marca no espelho de quem nunca nos refletiu.
Leia o poema completo:
✒️ INADEQUADO