Escrever este texto foi um exercício de desobediência necessária. Percebi que o mundo está cheio de escultores que se ajoelham diante da própria obra, esquecendo-se de que o barro ainda está sujo em suas unhas.
Não escrevo para convencer ninguém a me seguir — até porque não sou guia — mas para registrar que meu espírito não aceita o ferro em brasa de nenhum cercado.
Minha alma é campo aberto,
e o meu verbo, esse sim,
é o único solo que piso
com absoluta certeza.
Confira o cordel completo: