Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Meu Diário
03/05/2026 18h01
Quando a palavra quase quebra

Há poemas que se escrevem. Outros, que se escavam.

Este começou como um grito e terminou como uma fenda. No meio, perdeu o êxtase, ganhou aspereza, aprendeu a caber nos silêncios tipográficos. A “alma” deixou de ser conceito para virar insistência.

Não sei se é um bom poema.
Sei que é verdadeiro:
falha,
hesita,
quebra,
e ainda assim
persiste.

Leia em voz baixa.
Pare no meio, talvez.
Deixe ficar.

Talvez reste só isso:
o gosto de rua — asfalto seco.

 

Se quiser atravessar esse percurso até o fim:

👉 Ler: PRIMEVO

Publicado por Alves Batista
em 03/05/2026 às 18h01
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