Há manhãs que não chegam de uma vez.
Elas encostam. Testam o chão. Recuam sem alarde.
O campo sabe disso. Antes da luz, há um tempo em suspenso — onde tudo ainda decide se continua. A terra respira, mas não no mesmo compasso. Há marcas que ficam antes mesmo de alguém ser visto.
Talvez seja isso que mais me interessa: o instante em que o mundo quase se organiza, e não.
Escrevi este poema tentando ouvir esse descompasso mínimo.
Leia o poema completo:
🌿"RESPIRAÇÃO DA TERRA"