Há algum tempo venho tentando escutar a cidade não como paisagem, mas como organismo. Não me interessa descrevê-la; quero sentir sua pressão, sua articulação, o modo como ela nos encaixa entre dentes invisíveis.
Em MANDÍBULA URBANA, experimento tratar viadutos, ônibus e semáforos como partes de uma arcada em movimento. A cidade deixa de ser cenário e assume função muscular: mastiga nomes, cospe números, range concreto contra concreto. Há fricção, há ruído, há esse gesto constante de fechar e guardar o dia entre os dentes.
Escrevi o poema buscando tensão curta, imagens que se encaixam como maxilares, sem excesso de explicação, apenas impacto.
Convido você a atravessar essa arcada comigo e ler o poema completo:
👉 MANDÍBULA URBANA