Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Meu Diário
25/02/2026 07h50
Diário de Processo #47 — Anatomia do Concreto

Há algum tempo venho tentando escutar a cidade não como paisagem, mas como organismo. Não me interessa descrevê-la; quero sentir sua pressão, sua articulação, o modo como ela nos encaixa entre dentes invisíveis.

Em MANDÍBULA URBANA, experimento tratar viadutos, ônibus e semáforos como partes de uma arcada em movimento. A cidade deixa de ser cenário e assume função muscular: mastiga nomes, cospe números, range concreto contra concreto. Há fricção, há ruído, há esse gesto constante de fechar e guardar o dia entre os dentes.

Escrevi o poema buscando tensão curta, imagens que se encaixam como maxilares, sem excesso de explicação, apenas impacto.

 

Convido você a atravessar essa arcada comigo e ler o poema completo:
👉
MANDÍBULA URBANA

Publicado por Alves Batista
em 25/02/2026 às 07h50
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