Muitas vezes, a poesia não nasce do que vemos, mas do que deixamos de ver. Durante muito tempo, senti que as palavras rastejavam por um corredor estreito, cercadas por uma névoa que eu chamava de rotina, mas que a alma reconhecia como exílio.
Este novo soneto foi um exercício de exorcismo e arquitetura. Eu queria capturar aquele exato décimo de segundo em que a inércia é golpeada por um raio de consciência.
No fim, a revelação não é sobre encontrar um mundo novo, mas sobre aprender a tocar a "viva intensidade" do mundo que sempre esteve diante de nós, aguardando o nosso olhar.
Te convido a atravessar esse labirinto comigo.
Leia o soneto completo: DO EXÍLIO AO AMOR