Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Textos

DO EXÍLIO AO AMOR

Soneto por Alves Batista


 

Viver era ausência de claridade,
O tempo rastejava em longo frio;
No peito um pulso seco e doentio,
E a alma aceitava a sua exiguidade.

 

O passo errava em névoa e ansiedade,
Perdido em labirinto tão sombrio;
Do mundo eu via apenas o vazio,
Sem lhe tocar a chama da verdade.

 

Mas um fulgor rompeu minha visão,
Trouxe à penumbra a luz e a beleza,
Fez vivo o sonho, deu voz à razão.

 

O antigo exílio abriu-se em clareza;
Num só relâmpago a luz se fez chão,
Deu alma à forma em amor e nobreza.

 

 

 


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Alves Batista
Enviado por Alves Batista em 24/02/2026
Alterado em 25/02/2026
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