Alguns lugares não pedem contemplação, pedem passagem.
O Viaduto do Chá é um deles. Nunca consegui observá-lo sem a sensação de que tudo ali acontece em trânsito: pessoas, ruídos, pensamentos.
Este poema nasceu dessa experiência. Não como quem descreve a cidade, mas como quem é atravessado por ela. Há um cansaço que não é físico, um silêncio que não é ausência de som, um aprendizado lento de que certos vazios não devolvem nada.
O texto não quer explicar São Paulo. Quer apenas existir nela por alguns instantes.
Leia o poema completo:
👉 VIADUTO DO CHÁ