Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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VIADUTO DO CHÁ

Poesia por Alves Batista


 

No vinil...

o giro se gasta,

a fumaça anota,

o que já caducou.

 

O beco pulsa em neon.

As paredes suadas

ocultam nomes,

passos na sarjeta

desfeitos na garoa.

 

Um riso ecoa.

 

Os umbrais de concreto,

os olhos em esquinas

nada devolve.

 

Vento pede passagem.

 

A vitrola range

seu último fôlego.

Luzes saltitam,

ninguém habita,

apenas atravessa.

 

E eu —

anexo ao cinza.

 

Entendendo,

osso por osso,

que o vácuo —

não replica.

 


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Alves Batista
Enviado por Alves Batista em 21/02/2026
Alterado em 21/02/2026
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