Poesia por Alves Batista
No vinil...
o giro se gasta,
a fumaça anota,
o que já caducou.
O beco pulsa em neon.
As paredes suadas
ocultam nomes,
passos na sarjeta
desfeitos na garoa.
Um riso ecoa.
Os umbrais de concreto,
os olhos em esquinas
nada devolve.
Vento pede passagem.
A vitrola range
seu último fôlego.
Luzes saltitam,
ninguém habita,
apenas atravessa.
E eu —
anexo ao cinza.
Entendendo,
osso por osso,
que o vácuo —
não replica.
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