Hoje reli um poema antigo que escrevi em uma fase de inquietação silenciosa. Naquela época, a expressão “carpe diem” me soava como ordem apressada, quase uma exigência de felicidade imediata. Mas nunca vi o dia como fruto pendendo dócil de um galho. Sempre me pareceu mais próximo de um animal indomável, desses que não se deixam capturar por palavras bonitas.
Viver não é apenas colher; é também aceitar o risco da colheita. Há algo de vertiginoso no instante. Ele não se oferece — ele irrompe. Às vezes aquece, às vezes queima.
Percebi, enquanto escrevia, que não somos apenas sujeitos do tempo, somos também atravessados por ele. Talvez o dia nos colha antes que consigamos tocá-lo. Talvez viver seja menos sobre controlar o agora e mais sobre suportar sua intensidade.
Se quiser caminhar comigo por essa reflexão em versos, convido você a ler o poema completo.
Leia o texto na íntegra:
🔗 CARPE DIEM
Nos vemos no fogo das próximas palavras.