Sempre me intrigou a ideia de que a saudade é um fantasma que só aparece depois que a porta se fecha.
Mentira.
A saudade mais devastadora é aquela que se senta à mesa conosco, que bebe do nosso vinho e nos observa enquanto ainda estamos acompanhados.
É a saudade do agora.
Escrever "UM GOLPE CRUEL" foi uma tentativa de capturar esse paradoxo. É um poema sobre como guardamos o rosto de quem amamos no lugar mais profundo e definitivo que possuímos.
Se você também já sentiu o peso do vazio,
convido-o a ler estes versos.