Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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Meu Diário
16/02/2026 07h23
Sobre mapear um grito

Este poema nasceu da suspeita de que alguns territórios não aparecem nos mapas porque foram apagados antes de serem nomeados. Não por acaso, a cartografia aqui é menos geográfica que ética: trata do lugar onde a Justiça naufraga, onde o ar é medido, onde o grito aprende a esperar.

Ao escrevê-lo, busquei uma linguagem que não denunciasse apenas os tiranos visíveis, mas também os mecanismos discretos — o silêncio cultivado, a usura normalizada, a respiração coletiva interrompida.

O épico, neste caso, não é o do herói, mas o do ato mínimo e decisivo: voltar a falar, voltar a respirar, voltar a ouvir.

“CARTOGRAFIA DO GRITO” não oferece salvação externa. Ele insiste numa ideia simples e incômoda: o mapa está incompleto porque nós o estamos. E talvez escrever ainda seja uma forma de traçar linhas onde só havia branco.

 

Leia o poema completo:

🔗 “CARTOGRAFIA DO GRITO”

 

 

Publicado por Alves Batista
em 16/02/2026 às 07h23
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