
Sabe, há dias em que a gente não escreve porque quer, mas porque um som nos obriga a lembrar.
Hoje, enquanto organizava alguns arquivos, “Baby, I Love Your Way” começou a tocar.
Em um instante, percebi que sinto falta não apenas daquela época, mas da paciência que a gente tinha para sentir as coisas.
A música, mais do que um conjunto de notas, é um arquivo vivo da memória.
Cada acorde pode abrir portas para épocas inteiras, resgatando não apenas sentimentos, mas modos de existir que já não cabem no presente.
Tentei rebobinar a fita cassete com uma caneta, buscando recuperar a textura de um tempo onde o amor parecia mais simples e o relógio não corria tanto.
Dê uma pausa do mundo lá fora e venha ler comigo essa memória: