Soneto por Alves Batista
Eis-me forjado em lutas e dores,
De carne e pó, sem quimeras idas;
Minha pátria pulsa em feridas,
Tempo frio em rudes dissabores.
Rompi confins, recusei senhoris,
Só me restam brasas ajuntadas:
Chama oculta de minhas jornadas,
Livre do precito e dos gradis.
Meu ponto, o reino que me acalma;
No pacto único do amor persisto:
Rendido à paz no teu raro abrigo.
Recebe o pó gasto da minha palma,
Este sinal febril por ser benquisto:
Tu, meu porto. Eu, meu grão perigo.
