Alves Batista
— "Escrevo para entender — para entender, escrevo." (Alves Batista)
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O PORTO E O PERIGO

Soneto por Alves Batista

 

Eis-me forjado em lutas e dores,
De carne e pó, sem quimeras idas;
Minha pátria pulsa em feridas,
Tempo frio em rudes dissabores.

 

Rompi confins, recusei senhoris,
Só me restam brasas ajuntadas:
Chama oculta de minhas jornadas,
Livre do precito e dos gradis.

 

Meu ponto, o reino que me acalma;
No pacto único do amor persisto:
Rendido à paz no teu raro abrigo.

 

Recebe o pó gasto da minha palma,
Este sinal febril por ser benquisto:
Tu, meu porto. Eu, meu grão perigo.

 

 

 

Alves Batista
Enviado por Alves Batista em 26/11/2025
Alterado em 13/01/2026
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