Discurso por Alves Batista
Senhoras e senhores,
Há algo que preciso colocar em palavras.
Algo que vai além de um simples “eu te amo”.
É sobre o que realmente significa amar —
e ser amado.
Eu não preciso de grandiosidades.
Não preciso de promessas feitas para o mundo ouvir.
O que eu preciso...
é da profundidade.
Preciso aprender, preciso sentir, preciso entender:
o quão profundo é o amor.
Porque nós...
nós vivemos em um mundo de tolos.
Um mundo barulhento, apressado, cheio de julgamentos,
de coisas que tentam nos quebrar,
nos separar,
nos fazer duvidar.
E no meio de todo esse caos... o que eu encontro?
Nada — se não houver o amor.
O amor é o silêncio dentro da tempestade.
É o calor que o sol da manhã me oferece,
mesmo quando o dia parece sombrio.
É o toque que me aquece,
mesmo sob a chuva mais fria.
E quando a dúvida e o medo se instalam,
quando tudo dentro de mim parece afundar,
é ele...
o amor...
a luz que não me deixa naufragar.
O amor é minha âncora.
Minha salvação quando eu falho.
E quando ele se afasta,
mesmo que por um instante,
o mundo... perde a sua cor.
Então não pensem apenas nele.
Agarrem-no em seus corações
com todas as forças.
Porque é aí — exatamente aí —
que jaz a lembrança de que
não pertencemos a este mundo barulhento.
Nós pertencemos uns aos outros.
É um pacto silencioso.
Um território sagrado.
Só nosso.
E por isso eu pergunto...
não por insegurança,
mas por uma necessidade da alma
de compreender este milagre:
Mostre-me.
Mostre-me o quão profundo é o seu amor.
Porque o meu...
o meu é um oceano sem fim.
E tudo o que eu quero —
é nadar na profundidade do seu,
e você, no meu.
No amor...
somos portos seguros uns dos outros.
(pausa)
E é ali —
ali onde o silêncio toca o coração —
que eu encontro a verdadeira profundidade do ser.
