Poesia Transcendental por Alves Batista
"Exspectata erat", coroa de ouro,
Abandono de espinhos, "coronata"
Luz pisou onde os esquecidos choram,
Lágrimas em sorrisos que esperam.
Os olhos? Eclipse de dois sóis.
Dissipam-se como névoa, os véus.
Minha dúvida, um barco à deriva.
Lençol de céus dele fez.
Vento soprou!
"Pai, perdoa-lhes!"
Lança trespassava o lado do mundo.
Sangrou mel, não ferida.
Agora vejo:
Cada gota desenhava
a casa perdida, o mapa.
Pães e peixes partiu, transfigurou.
Entre os meus medos, ressurgiu.
Chamou-me!
Meu nome? Não — meu segredo.
Na escuridão, desconhecia:
Ele mesmo.
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Seja como o pão de Elias, este poema:
pequeno na mão, infinito no coração.
Os céticos?
Todos eles, na palma da dúvida,
carregam um Galileu invisível.
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