Há textos que não nascem para explicar —
nascem para atravessar.
Este surgiu assim.
Não como resposta, mas como fissura.
Um ponto onde a linguagem cede um pouco…
e algo mais começa a vazar.
Escrevi pensando no corpo —
no corpo que carrega peso, sede, silêncio.
No corpo que racha antes de entender.
Talvez toda travessia comece assim:
não com luz,
mas com uma fenda.
E é por ela que algo passa.
Se quiser caminhar por esse intervalo,
o poetrix está aqui:
🔗 A FENDA
