Há dias em que a poesia não chega como um raio — ela simplesmente está.
Foi assim com este tanka. Um copo de suco de abacaxi, recém preparado, a espuma ainda separando-se do líquido. A mão em torno do vidro frio. E ali perto, a salada na tigela, silenciosa, incorporando aos poucos o perfume da fruta.
Percebi então: o poema não estava no suco, nem na salada. Estava no entre — no ar que os unia, na troca silenciosa que acontece quando a gente não está olhando.
Leia o poema completo:
👉 TANKA AB