Hoje publiquei um poema que não nasce pronto — ele se ergue.
Começa com um ponto. Um grão. Um silêncio mineral.
Depois, letra sobre letra, a palavra se constrói como monumento.
Mas nenhum monumento escapa ao tempo.
Interessei-me menos pela pirâmide como forma estável e mais pelo que acontece quando a linguagem começa a rachar. Quando a ortografia falha. Quando o centro se desloca. Quando a solidez vira dispersão tipográfica.
Quis que o leitor visse a construção —
mas sobretudo que percebesse a ruína.
A palavra, afinal, é pedra.
E também é areia.
Se você quiser acompanhar essa arquitetura em processo,
convido à leitura do poema completo:
👉 PIRÂMIDE